ANTES DE VIAJAR. FILTRANDO AS INFORMAÇÕES.



Sair em uma grande viagem de aventura, pode acarretar inúmeras dúvidas e gerar muita ansiedade. Mesmo os mais experientes, ainda continuam a apresentar sintomas de ansiedade. Alguns não dormem, outros não se alimentam direito, e, quanto mais próximo o dia da partida, maior a vontade de partir.

São inúmeros os estilos dos viajantes. Há os detalhistas; desejam tudo muito bem delimitado, planejam cada quilômetro, esperam que nada diferente do esperado aconteça. Outros, nem tanto. Sabem que as contingências são quase impossíveis de prevê-las, e desta forma, sobra até uma grande história.

Há alguns anos, obter informação sobre o trajeto, estradas, acomodação, combustível, não era muito fácil, mesmo porque o número de viajantes era menor e a tecnologia que temos hoje, ainda não havia chegado.

Quanto mais informação melhor? Nem sempre. Se o viajante não souber filtrar a quantidade de informação, mais dúvidas serão geradas. Isso ocorre porque as experiências nem sempre são as mesmas. Aliás, até uma mesma pessoa pode ter uma experiência distinta quando viaja pela segunda vez ao mesmo destino.

O Perfeccionista sofre por uma simples razão: a perfeição esperada, quase nunca acontece, é muito difícil de ser alcançada, quem sabe até impossível. 

A preparação é muito importante, desde que não se perca em meio a tantos planos. Prática e teoria, nem sempre se alinham quando a ação está acontecendo.

Segundo Daniel Khneman (2015), escolhas significativas vem acompanhadas de algumas incertezas. A cegueira induzida pela teoria demonstra que uma vez tendo aceito uma teoria e a utilizado como ferramenta em nosso pensamento, é extraordinariamente difícil notar suas falhas.

Influenciando e sendo influenciado. Um cuidado especial deve-se tomar em relação as crenças alheias. Muitas informações que nos chegam, são baseadas em crenças ou mesmo achismos alheios. A maneira como decodificação o mundo pode ser totalmente diferente do amigo.

Construímos nossas crenças por várias e diferentes razões subjetivas, pessoais, emocionais e psicológicas, em contextos criados pela família, por amigos, colegas, pela cultura e a sociedade. Uma vez consolidadas essas crenças, nós a defendemos, justificamos com uma profusão de razões intelectuais, argumentos conviventes e explicações racionais. Primeiro surgem as crenças e depois as explicações. MICHAEL SHERMER (2011)

Difícil mesmo é quando um pedreiro insiste em se aconselhar com um padeiro sobre como construir uma casa. O resultado não será dos melhores, e, um padrão inconsciente de crença pode ser estabelecido.

A estrada é um ótimo lugar para se obter boas informações. Sorte quando temos amigos com os quais podemos contar e aproveitar suas preciosas dicas.

Informação excessiva ainda não significa melhores escolhas. Uma boa ideia seria gerar uma lista com pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças ao projeto. 

Nossas decisões são quase sempre emocionais. Mesmo as chamadas racionais, têm seus fundamentos na emoção. Afinal, nos sentimos muito bem quando surgem emoções positivas.

"A expectativa do prêmio pode ser maior e até mais prazerosa do que o prêmio em si." Motivação!

 Boa sorte!

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