Os efeitos da acomodação. Quando vai viajar?



Um dia eu vou viajar.

O termo acomodação é usado em diversas áreas do conhecimento. Na física, na Química, na Psicologia, na Medicina, Neurociências, e outros...

Um bom exemplo de uso do termo, é a acomodação olfativa. Quando após algum tempo expostos a um determinado cheiro, odor, aroma, nós deixamos de sintí-lo. Trata-se de um mecanismo do cérebro para evitar períodos exitatórios prolongados. Logo, o chamado potencial de ação, (excitação de neurônios), é inibido no cérebro.

Neste sentido, acomodação, assume a conotação de acostumar-se a alguma coisa. O termo pode ainda trazer a ideia de algo que não sai do lugar, mantém o "status quo", ou seja, sem mudança. Dizemos que a coisa está acomodada. Ex. Um móvel acomodado.

A neuroplasticidade e a acomodação. A plasticidade neural é definida como a capacidade do sistema nervoso em modificar sua estrutura e função em decorrência dos padrões de experiência, e de se organizar frente ao aprendizado e a lesão.(HAASE e LACERDA 2004)

Foi o americano William James, considerado o pai da psicologia experimental nos Estados Unidos, quem primeiro introduziu a palavra “plasticidade” nos estudos sobre o cérebro. 

A neuroplasticidade pode ser benéfica ou mesmo maléfica. Quando o cérebro, pelo uso ou a falta de uso, se adequa a determinada situação.

Quando uma pessoa vive a fazer planos, promessas, mas nunca os põe em prática, o cérebro assume essa condição, e aprende. A cada nova promessa verbalizada, já existe uma resposta pronta e adaptável para a nova promessa que não será cumprida jamais.

Atletas que se acomodam e deixam de treinar, perdem a destreza. O mesmo ocorre com o cérebro. Quando se deixa de usar um membro, o cérebro entende que ele não é necessário, e deixa de mandar os impulsos necessários ao movimento causando atrofia. A neuroplasticidade maléfica pela falta de uso.

Esse fenômeno também ocorre com as falsas promessas. Um dia eu vou, mas sem fazer nenhum movimento em direção, sem nenhum esforço, sem nenhuma ação, o cérebro aprende e se acomoda.

O que fazer para evitar que a grande e maravilhosa ideia da viagem dos sonhos fique apenas no papel? Por em prática o hábito de cumprir promessas. O início do treino é com pequenas atitudes, pequenas viagens, pequenos atos. Promete e cumpre. Promete e cumpre.

Uma grande viagem pode começar com uma série de outras pequenas que antecedem aquela que seria a notável. Mas não apenas isso, moldar o cérebro, é um ato que exige treino. Prometeu? Cumpra. Por isso, deve-se fazer planos tangíveis, palpáveis.

Cuidado com os destruidores de sonhos, os agoureiros. Sempre que apresentamos uma grande ideia, eles dizem: Não vai dar certo. É perigoso! É arriscado! Esses, querem apenas nos ver nivelados a eles. 

Diz o antropólogo Prof. Dr. Luiz Marins: "A única maneira de ir a porta, é indo. Movimento em direção ao objetivo".

Boas curvas!

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